30 junho, 2013

Um poema de António Ramos Rosa


                                       foto retirada de proibidoler.com



Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol. 




 
António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"

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