MAR

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24 maio, 2017

As Serviçais de Kathryn Stockett



Finalmente, decidi pegar nele e lê-lo. Em boa hora o fiz, lê-se bem e narra a história de uma amizade improvável entre duas negras, criadas que trabalhavam para senhoras brancas, e uma branca, jovem que decidira ser jornalista, escritora. São estas três as protagonistas do livro que decidem escrever um livro que relate a forma como as criadas negras são tratadas nas famílias dos brancos. Estamos no Mississipi, anos 60, vive-se a segregação racial, luta-se para mudar atitudes e valores.
Agora, resta-me ver o filme.


16 maio, 2017

Três irmãs de Anton Chekhov



Trata-se de um magistral texto dramático de Tchékhov. Com diálogos excelentes e uma certa dose de ironia, o autor retrata o ambiente provinciano e tédio de quem não tem nada para fazer e que apenas se preocupa com o bem-estar próprio e o luxo vivido em casa das três irmãs, do irmão e da odiada cunhada.

 

 

10 maio, 2017

Os da Minha Rua de Ondjaki



22 pequenos contos (ou serão poemas em prosa?) maravilhosos de Ondjaki. Guiados pela narração e memória de Ndalu partilhamos aventuras, vivemos momentos de alegria, tristeza, saudade, amizade, entre outros. Sentimos o cheiro das coisas e conhecemos personagens maravilhosas de uma rua onde vão crescendo.
Este livro, à semelhança de todos os que já li deste autor, encantou-me. A sua leitura faz-nos sorrir e permite-nos, apesar da sua simplicidade, conhecer um pouco melhor a sociedade angolana, da época.

Ao terminar, senti um pouco isto:
"Nas despedidas acontece isso: a ternura toca a alegria, a alegria traz uma saudade quase triste, a saudade semeia lágrimas, e nós, as crianças não sabemos arrumar essas coisas dentro do nosso coração" (pp. 101-102). (será que nós, adultos, sabemos?)



04 maio, 2017

A Varanda do Frangipani de Mia Couto



Neste livro, Mia Couto retrata as tradições e a história de Moçambique. A personagem principal, o fantasma de Ermelindo Mucanga, apropria-se do corpo de um polícia que investiga, num asilo, a morte do seu diretor e é através dos testemunhos e da memória dos poucos idosos que vamos compreendendo a história deste país. A acção ocorre vinte anos após a sua independência.
É através de uma escrita poética, mas sobretudo crítica que Mia Couto nos mostra esta realidade. Mais um livro excelente deste autor.